domingo, 14 de dezembro de 2008

"TRI-EXA " e "BI-TRI"


Todo ano o São Paulo FC cria palavras novas que vão sendo incorporadas ao dinâmico vocabulário futebolístico brasileiro. Já criou “Moruntri” (Alusão ao Morumbi quando foi tricampeão da Copa Libertadores da América e depois do Mundial de Clubes), e agora a palavra é “Tri-Exa”, referência à conquista do tricampeonato consecutivo no brasileiro que completa o hexacampeonato na contagem geral. Outra novíssima é “BI-TRI” apenas para facilitar a pronúncia do Presidente Lula que é corinthiano e teria muita dificuldade com o palavrão “Hexacampeão”.
Assim, enquanto para o tricolor paulista vender camisa é conseqüência de conquistas dentro de campo e jogando futebol, o rival Corinthians continua recorrendo às falidas estratégias de marketing contratando ex-craques em fim de carreira apenas para ajudar na venda de camisas.

EVOLUÇÃO & CRIAÇÃO

De novo está acirrado o debate entre criacionismo e evolucionismo. Os que defendem o evolucionismo dizem que não há como debater o assunto com cristãos criacionistas porque estes partem de pressupostos puramente religiosos que estão ligados à crença, à fé e a dogmas, enquanto os evolucionistas se baseiam em “fatos científicos”.
Bem aqui cabe uma pergunta e uma sugestão. A pergunta é a seguinte: Quais são as bases realmente científicas do evolucionismo?
A sugestão é esta: Leiam o livro (FOTO) escrito pelo Professor Adauto Lourenço, “Como tudo começou – Uma introdução ao Criacionismo”. Trata-se der uma edição de luxo da editora Fiel, http://www.editorafiel.com.br/ e nada tem de “religioso”.

Porque Celebramos o Natal?


Não encontramos o termo Natal na Bíblia. Também não encontramos indicações de que os cristãos primitivos celebravam o aniversário do nascimento de Jesus Cristo. O que sabemos, pela história, é que quase a totalidade do mundo cristão comemora esta data no dia 25 de dezembro.
Porque esta comemoração? É lícito celebrarmos uma festa que não é explicitamente citada na Bíblia? Será que a celebração do Natal é pecado?
Sabemos com certeza que o cristão bíblico não guarda dias especiais. Nenhuma comemoração faz parte do cristianismo. Todas as possíveis datas que poderiam ser comemoradas estão ocultas e não se sabe ao certo quando ocorreram. Não é diferente com o nascimento de Jesus Cristo. Ninguém sabe exatamente o dia de seu nascimento.
Na história da Igreja de Cristo, encontramos Clemente de Alexandria, no 2º século depois de Cristo, citando as diversas opiniões que existiam na ocasião, sobre a data do nascimento de Jesus. No fim do 4º século há registros de que as igrejas locais promoviam trabalhos especiais, em comemoração ao nascimento de Cristo.
No 5º século, Agostinho escreveu: “... de acordo com a tradição, Ele nasceu no dia 25 de dezembro." Esta se tornou a data aceitável para as igrejas do Ocidente, sendo que no Oriente, a data observada é o dia 6 de janeiro.
Gradualmente a celebração do Natal foi assimilando vários costumes existentes nas nações que iam recebendo o Cristianismo. Muitos destes costumes, pagãos em origem, foram se transformando e sendo vencidos pelo Cristianismo e enquadrados no espírito de Natal.
Os Reformadores do século XVI aceitaram a celebração do Natal como uma legítima expressão de adoração Cristã, dando assim continuidade à tradição.
Hoje, alguns pequenos grupos de Cristãos não aprovam a celebração do Natal, quer pela falta de menção explícita na Bíblia, quer pelo número de regionalismos incorporados à celebração. Como a Bíblia não condena explicitamente esta celebração, a maioria dos cristãos prefere deixar a decisão de celebrar ou não com a consciência de cada um.
Entretanto é necessário tomar cuidado para não criar uma espécie de idolatria na celebração do Natal. O nascimento de Cristo foi celebrado na Bíblia como um momento de alegria. A evidência disso é a adoração dos pastores em Lucas 2:8-12, como também nos presentes recebidos dos Magos em Mateus 2:1-11, e nas admoestações de Paz e Boa Vontade expressadas pelos anjos em Lucas 2:13-14.
É necessário que o cristão bíblico tenha consciência de que o Natal deve ser acima de tudo uma demonstração de gratidão de nossa parte pelo advento daquele que veio para salvar os pecadores reconciliando-nos com Deus. Daquele que veio e venceu a morte. Nós, cristãos bíblicos, devemos utilizar a ocasião do Natal como uma oportunidade dada por Deus para adorarmos a Ele e testemunharmos do Seu nome ao mundo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A mídia que sifu


Faz tempo que não cito o Emir Sader, mas o texto dele para a Carta Maior do último dia 6/12 conseguiu exprimir de forma irretocável o day after dos bastidores da mídia oficial depois de mais um tiro pela culatra: a pesquisa Datafolha que acusou o índice de 70% de aprovação para o governo Lula. Dá-lhe, Emir:
“Crise faz despencar popularidade de Lula” – a manchete do Diário Oficial Tucano (DOT), a FSP (Força Serra Presidente), estava pronta. O editor-chefe encomendou nova pesquisa de opinião, menos de dois meses antes da anterior, para constatar os evidentes desgastes na imagem do presidente com a crise e, principalmente, com o clima de pânico e pessimismo que a mídia privada – e em especial, o DOT – tinham disseminado. Como toda pesquisa fabricada, não se pesquisava a popularidade de Lula, mas a eficácia da campanha de desgaste que a mídia oligárquica tinha desatado. Alardeia-se todo o tempo OMO LAVA MAIS BRANCO e se contrata pesquisa para conferir a efetividade da lavagem de cérebro.
Tudo pronto, convocados os zelosos funcionários tucanos da página dois, os chamados “especialistas” – disfarce tucano-fernandohenriquista – para comentar, tudo pronto para explorar a queda irreversível do apoio a Lula.


CRISE FAZ DESPENCAR POPULARIDADE DE LULA. Ou: LUA DE MEL DE LULA TERMINA DEFINITIVAMENTE.
Subtítulo: Serra se diz pronto para enfrentar a crise.

Economistas tucanos: Só volta das privatizações pode salvar o Brasil.


Faltou combinar com o povo brasileiro. Mais uma vez “o povo derrotou a opinião pública” fabricada pela mídia privada. 70% de apoio, 6% a mais que na ultima pesquisa, depois da intensa campanha propagandística contra o governo. Crescimento em todos os setores – nível de renda, nível de escolaridade, região do país, tudo, tudo, pior não poderia ser para a FSP e a direita brasileira. Conseguiram apoio de apenas 7% de rejeição a Lula, com tudo o que gastaram na campanha. Contra eles, 93%. O resultado os surpreendeu tanto que no mesmo dia da publicação da pesquisa, ninguém teve nada a dizer, nenhum comentário, luto fechado.
Foram necessárias 48 horas para encontrar palavras que dessem conta do incompreensível para as mentes tucanas dos jardins paulistanos. Depois da ressaca, das doses de uísque para consolar, o jornal sai todo sem graça, buscando razões que a própria razão desconhece, esfarrapadas, para consolar o inconsolável, depressivo e sorumbático chefe que os havia convocado para mais uma batalha serrista.

Pensaram em títulos como:


POVO AINDA NÃO PERCEBE A CRISE.
Ou: DEMAGOGIA LULISTA ESCONDE A CRISE. Ou ainda POVO BRASILEIRO, IGNORANTE, MERECE LULA E A CRISE. Ou, como teria sugerido um funcionário casado com uma tucana ou outro, casado com um tucano: FHC: LULA ENGANA OS BRASILEIROS.


Subtítulo: Ex-presidente sugere que FSP publique Max Weber em fascículos, embora creia que é biscoito muito fino para a plebe. Pensaram em declarações da sua galera, como: Gilmar Mendes: Supremo vai questionar resultado da pesquisa. Fiesp: Pessimismo empresarial ainda vai vingar. Gianotti: Leitura de Wittgenstein permite perceber que Lula está condenado pela Lógica. Assim age um jornal de rabo preso com os tucanos e, através deles, com a elite branca, milionária, um intelectual orgânico das elites dominantes brasileiras internacionalizadas. Editorial para xingar Lula, carta de leitor indignado com a realidade, um colunista diz que o desgaste de Lula ainda está por vir, não custa esperar, um “intelectual” tucano repete a mesma coisa, um psicanalista diz que o povo gosta de fugir da realidade. Agora é fazer logo outra pesquisa, quem sabe alguma oscilação no apoio a Lula, quem sabe aumentar a dose do pânico, talvez mandar embora essa equipe de funcionários incompetentes, talvez outra dose de uísque”.
Talvez lobotomizar a equipe, não, sai muito caro, talvez subcontratar uma equipe “mais jovem e flexível”, cujas cabecinhas já vêm em branco, nas quais se pode inscrever qualquer merda, afinal, eles não têm memória do passado, tanto quanto ideais/esperanças/aspirações futuras.
Pois é, uma elementar aula de mídia que literalmente – parafraseando o presidente – sifu.


Texto da escritora paulistana Márcia Denser publicado originalmente

no Congresso em Foco do dia 10-12-2008.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PROMOÇÃO PROVIDENCIAL

O Juiz De Sanctis pôde recusar a sua “promoção” para não ser afastado do caso Daniel Dantas, mas a mesma sorte não teve o delegado Protógenes Queiroz (Foto). Ao retornar ao trabalho depois de quatro meses afastado providencialmente para fazer um curso de aperfeiçoamento em Brasília, recebeu a notícia de que não fazia mais parte do setor de Inteligência da PF. A Operação Satiagraha foi sua última missão. Agora ele passará a delegado especial, cargo máximo da carreira na Polícia Federal. Mas antes, terá que defender-se das acusações que pesam sobre ele por ter tido a ousadia de investigar e prender o banqueiro da era da privataria. Depois de saber do seu desligamento para promoção, Protógenes pediu 15 dias de licença para preparar sua defesa no inquérito conduzido pela Corregedoria da PF. A acusação é de ter deixado vazar informações da Operação Satiagraha para a mídia. A promoção é excelente para o delegado em termos salariais. Por outro lado, a Inteligência da PF ficará mais burra sem o seu investigador de banqueiros.

"A justiça deveria tratar de descobrir a inocência e não a culpa." (Friedrich Hebbel)

Vereador Carlos Pupim


O vereador reeleito, Carlos Pupim (FOTO), filiado ao PSDB esteve na capital federal para manter contatos políticos com diversos parlamentares em busca de verbas para a nossa cidade.
Depois de conseguir aprovar diversas emendas ao orçamento municipal para 2009, o nobre vereador sai a campo em busca de verbas. Um dos seus projetos é conseguir dinheiro para resolver definitivamente o problema crônico da Avenida 14 de Março. Pupim viajou na quarta-feira para manter os contatos na quinta porque sabe que na sexta-feira é muito difícil encontrar parlamentares por lá.


"A partir de um certo ponto, o dinheiro deixa de ser o objetivo. O interessante é o jogo." (Aristóteles Onassis)


A POLÊMICA DAS VAGAS

Entrevistado no Programa Nosso Gordo na TV Educadora dia 26, o mesmo vereador Carlos Pupin declarou que continua apoiando e torcendo para que a Câmara tenha 15 vereadores a partir de janeiro de 2009. Ele opinou que o impasse existe principalmente devido às constantes ingerências do Judiciário no Legislativo e acredita que a polêmica ainda se estenderá por muito tempo. Sobre a possibilidade de o Ministério Público tentar cancelar o aumento dos salários dos vereadores, disse que isso não deverá acontecer, pois dessa forma a Câmara poderia também querer interferir nos salários do Judiciário. Mas o que o vereador precisa lembrar é que vereadores são eleitos e funcionários do Judiciário são concursados. As legislações são diferentes para cada caso.


"Quando o dinheiro vai à frente, todos os caminhos se abrem."(William Shakespeare)

E A NOSSA CAIXA?

José Serra não resistiu à tentação. Aproveitou o embalo da crise econômica e das mega fusões dos bancos e livrou-se da Nossa Caixa! Alguns chegam até a dizer que a maior motivação seja fazer dinheiro para investir em sua própria candidatura à presidência em 2010. Afinal, muitos benefícios poderão surgir com a transação. Quanto ao Banco do Brasil, mostrou que o governo federal está disposto a continuar no páreo na disputa pelo crescimento bancário. Sugiro que o próximo passo seja a fusão do B.B. com a Caixa Econômica Federal. Aqui na Estância, os funcionários da Nossa ex-Caixa que não se iludam. Terão o mesmo destino que os ex-funcionários do antigo BANESPA. Lembra-se?

"Um banco é um lugar que te empresta dinheiro se conseguires provar que não necessitas dele." (Bob Hope)